Falta um pedaço de vidro na janela.. e o vento faz a cortina voar.
Falta um pedaço de vidro na janela..
e os sons da rua passam a conviver.. com o silêncio da tarde caseira.
Falta um pedaço de vidro na janela.. e o vento teima..
em espalhar poeiras e sonhos por toda a casa.
André Freire
Eis que temos aqui a Poesia, a grande Poesia.
Que não oferece signos nem linguagem específica,
não respeita sequer os limites do idioma. Ela flui, como um rio.
como o sangue nas artérias, tão espontânea que nem se sabe como foi escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada - feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terra já dentro da geometria impecável da sua lapidação.
Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição humana exacerba, até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério..
como o sangue nas artérias, tão espontânea que nem se sabe como foi escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada - feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terra já dentro da geometria impecável da sua lapidação.
Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição humana exacerba, até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério..
ao mesmo tempo fácil e insolúvel da sua tragédia.Sim, é o encontro com a Poesia.
(Raquel de Queiroz - Poesia feita em homenagem ao poema
"Geometrida dos Ventos" de Álvaro Pacheco)
(Raquel de Queiroz - Poesia feita em homenagem ao poema
"Geometrida dos Ventos" de Álvaro Pacheco)
(...)"Não há, nos ventos, a liberdade da morte,
embora sejam implacáveis e jamais perdoem as folhas secas..(...)"
embora sejam implacáveis e jamais perdoem as folhas secas..(...)"
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